quando o real e o figurado se encontram

Decididamente, Brasília é uma cidade onde, quando um cai, ninguém estende a mão.

E o mais grotesco é que vivi isso tanto no sentido puramente existencial quanto na acepção LITERAL da expressão.

Neste último, ocorrido há algum tempo, havia levado um tombo ao descer a escadaria de uma igreja (e a minha sorte é a de que o tombo só não foi pior por já haver descido quase todos os degraus, o que não impediu de deixar-me joelhos e canela doloridos por uns bons dias, além de uma esfoladura adquirida) e, a observar a uma certa distância – APENAS observando, sem NADA fazer – uma idiota qualquer, com aquela famosa “cara de paisagem”, limitou-se a perguntar: “Machucou?”

E isto em plena igreja, veja-se bem… Onde supostamente o dito “espírito cristão” deveria ser palavra de ordem.

O que não livra a cara de outras “crendices” em uma cidade que, entre outras coisas, vangloria-se como a “capital do esoterismo”.

P.S.:

A few more smiles of silent sympathy, a look of sympathy, a few more tender and gently words, a few more kind acts-all these will pave a long way in bringing happiness to those in sorrow. True sympathy means putting yourself in another’s place. To ease another’s pain and sorrow is to dispel your own.
(Swami Sivananda)

OM TAT SAT ओम् तत् सत्

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