viajando em postais (de outra forma)

Como ilustradora, curto desenhar e pintar trabalhos sobre papel em tamanho cartão postal (A6, mais ou menos). Para a obtenção deste tamanho, basta cortar uma folha de papel tamanho A4, ou mesmo A3, até reduzi-lo ao tamanho em questão.

Considero este tamanho inclusive bastante prático para experiências – algumas bem sucedidas, outras não =) mas experiências são assim – com materiais e técnicas, sejam à base de água (como guache e aquarela), de base acrílica ou mesmo óleo – sim, pode-se pintar a óleo e acrílico sobre papel também, desde que o papel seja de boa gramatura – além de testar médiuns como vernizes, fixadores e secantes de acordo com cada tipo de material, e de papel também.

Aliás, sobre óleo/acrílico em papel, no Youtube existem diversos tutoriais a respeito (os que assisti estavam em inglês, como este), assim como postagens de blogs de artistas na Web, como esta. Nada que uma googlada – em português, inglês ou em outro idioma que se domine – não resolva, é o que faço, direto, para sanar dúvidas…

As obras abaixo são aquarelas.

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eu, heim!

De uns tempos para cá, cheguei a algumas conclusões, em paz comigo mesma.

NÃO ME CONSIDERO “ARTISTA”; sou apenas alguém que, nas horas vagas, faz o que gosta, levando-se em conta o profundo desgaste que o termo “ARTISTA” tem sofrido nas últimas décadas (sim, DÉCADAS, pensando-se bem).

Dentro desse panorama de desgaste e de banalização – banalização esta que endemicamente alastra-se por diversas áreas da vida dita moderna -, de repente, qualquer um autodenomina-se “artista” (pior ainda em uma cultura como a nossa).

Se outros preferem “posar” e “formar opinião”, ao menos RESPEITEM quem não se vê obrigado a isso.

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viagens

Tarsila do Amaral, “Operários” (1933)

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Sou fã dessa tela: iniciando a viagem pela proporção e distribuição estilizada dos trabalhadores com o parque industrial ao fundo, passando pela diversidade e pela individualidade (inclusive étnica) presente em cada rosto. Pois, além da aparente massificação, vejo também indivíduos.

Poderia ficar horas a contemplar essa obra, se apenas pudesse.

2013: retrospectiva / retrospective

Clube Internacional de Brasília

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Câmara Legislativa do Distrito Federal

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OBS.: esta retrospectiva é, simultaneamente, “SAIDEIRA”.

2012: retrospectiva / retrospective

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Legião da Boa Vontade (DF)mai2012---coletiva-janela-das-emoes-lbv-df-1_36915666106_o.jpgmai2012---coletiva-janela-das-emoes-lbv-df-2_36933707472_o.jpg

Administração do Lago Sul (DF)

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Câmara Federal dos Deputados (DF)

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noite de abertura: JANELA DAS EMOÇÕES

Segue um resumo do coquetel de abertura da nossa exposição coletiva de pinturas – aberta ao público até o dia 28 próximo, no Anexo IV da Câmara dos Deputados -, na forma de uma colagem de fotos: algumas tiradas por mim, outras gentilmente cedidas por Carmen Fraga, nobre colega expositora =)

A vernissage foi um sucesso e o espaço, incrível.

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Em anexo, transcrição de RELEASE redigido por mim – com adaptações -, publicado na mídia e no painel de entrada da exposição da Câmara:

UMA JANELA PARA A ARTE

Na arte estão […] visceralmente unidos os dois aspectos […]: o seu lado techné – do­mínio consciente e intencional de meios com o objetivo explícito de atingir um fim pré-determinado – e ao seu lado “magia” – impulso de reconciliação com uma totalidade, experienciada como radicalmente cindida. (DUARTE, Rodrigo A. P., Arte e Modernidade. Psicol. Cienc. Prof., Brasília, v. 14, n. 1-3, 1994. Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931994000100003&lng=pt&nrm=iso. Acessos em 10 abr. 2012)

Os participantes desta mostra são pessoas de diferentes formações, embora tendo um ponto em comum: a ARTE. São diferentes talentos provenientes de diferentes lugares que se encontram na coletiva “JANELA DAS EMOÇÕES”.

Este grupo de artistas participantes vem trilhando, com sua experiência já acumulada, um caminho sólido e promissor através da utilização de diversos materiais, técnicas múltiplas e texturas diversificadas, variando entre o rigor acadêmico e o traço solto, mesclando o clássico e o contemporâneo.

Nestas “janelas” aparentemente tão distintas, sua proposta resulta, no entanto, no supremo objetivo do evento que os une: o amor à expressão artística. Paixão que, por sua vez, promove a integração entre a emoção da criação artística e a visão – ou, talvez, revisão – filosófica do mundo que nos cerca. Portanto, aqui, diferentes visões de mundo convergem em um ponto comum: o aparente parado­xo do emprego “racional” das técnicas artísticas que leva à “magia” (tal como na citação acima) da reflexão e consequente reconciliação com o mundo e o Universo.