ideias: os fins e os meios

Em televisão, nada se cria, tudo se copia. (Chacrinha)

No ano de celebração do centenário do nascimento de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, algumas reflexões sobre o processo evolutivo (ou INvolutivo, a depender do ângulo e ponto de vista :D) dos meios de comunicação podem ser feitas.

O que Chacrinha havia dito, um dia, sobre a televisão, vale também para a Internet, com a diferença de que, nesta, o processo se dá em uma tal velocidade (quase como a da luz, ou isso mesmo), em uma tal escala e magnitude, que facilmente perde-se o controle, ficando difícil determinar onde, quando e como tudo começou (i.e. a verdadeira fonte, o verdadeiro crédito das ideias). O que, naturalmente, pode ocasionar injustiças.

Chacrinha, claro, não viveria para presenciar a realidade da Internet. Mas o que ele disse sobre a televisão é bastante significativo e, por que não dizê-lo, clarividente.

TILE WALL

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Ilha SEM fantasia

[Originalmente redigido como trabalho de faculdade de Jornalismo, posteriormente adaptado e postado no portal MULTARTE Arte e Cultura Brasileira em 2002, republico aqui este texto de minha autoria, sobre o curta “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado]

Ilha sem fantasia

ILHA DAS FLORES, realizado por estudantes gaúchos de cinema em 1989, demonstra que é possível a criatividade com poucos recursos.

Trata-se de um premiado e festejado curta que, com uma produção modesta, constrói uma narrativa extremamente instigante no tocante ao seu conteúdo. Exatamente por isso, é uma demonstração (dentre as muitas que têm aparecido no recente cenário artístico) das mais eloquentes de como, sem recorrer a produções de porte faraônico-hollywoodiano, uma obra de arte pode ser tão bem elaborada no plano técnico e ao mesmo tempo comunicativa, sem hermetismos eruditos ou malabarismos virtuosísticos. Enfim, algo para ser entendido – e curtido.

Disponível também em versões legendadas para o inglês, francês, alemão e espanhol, ILHA DAS FLORES é uma verdadeira parábola sobre a condição humana – ou pelo menos uma de suas facetas: a de como a ausência de liberdade (i.e. a outorga ao indivíduo em particular e à sociedade em geral o direito de ir e vir, bem como o direito a uma vida em condições dignas) pode levar gente a se sujeitar a situações aviltantes em troca de uma sobrevivência quase ou totalmente vegetativa. De como o ser humano, na eterna luta pela sobrevivência, trata de se contentar com qualquer coisa ao seu alcance – até mesmo LIXO.

No plano técnico, a narrativa apresenta-se com um estilo que poderia assim ser chamado de: “irônico-didático”, com generosas doses de metalinguagem, ao “explicar” cada um dos componentes apresentados em seu desenrolar; há também características de documentário em algumas passagens, tanto que este curta costuma ser genericamente denominado como “documentário” pelos meios afora. Da aparente miscelânea nonsense, entre conteúdo e partes nele envolvidas (incluindo personagens de carne e osso), vai-se gradativamente fazendo surgir uma ideia comum: a de como a sociedade de fato, mesmo não se conhecendo os indivíduos, encontra-se envolvida em uma mesma questão – a do direito a uma existência digna.

Há na obra uma intensa relação sonoridade-imagem, com elementos repetitivos e encadeados entre si, em um continuum – ou seria talvez “crescendo social?” – que leva ao desfecho da reflexão final sobre a condição humana, via Cecília Meireles (“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”). Apesar dos momentos jocosos, hilariantes até, a narrativa vai gradativamente conduzindo o espectador a uma conclusão final, que é séria. E tudo isto em apenas 12 minutos de duração.

Apesar das técnicas empregadas nesta película serem de uso corriqueiro em productions do tipo Walt Disney, ILHA DAS FLORES (que bem poderia servir de título a uma produção desse porte) pode ser considerado como um magnífico ANTI-DISNEY… Sem a costumeira pieguice que assola tais produções. Um verdadeiro colírio artístico para aqueles que, como eu, acreditam que bom cinema não depende de grandiloquências hollywoodianas para tornar uma obra perene: a velha fórmula da “câmera na mão e uma ideia na cabeça” ainda funciona.

Iracema Brochado

Brasília, DF, 15/03/2002


ILHA DAS FLORES [Ficha técnica]
Brasil, 1989 (35 mm, 12 minutos, cor)

Direção: Jorge Furtado
Produção executiva: Monica Schimiedt, Giba Assis Brasil e Nora Goulart
Roteiro: Jorge Furtado
Direção de fotografia: Roberto Henkin e Sérgio Amon
Direção de arte: Fiapo Barth
Música: Geraldo Flach
Direção de produção: Nora Goulart
Montagem: Giba Assis Brasil
Assistente de direção: Ana Luiza Azevedo
Uma produção da Casa de Cinema de Porto Alegre
Elenco principal: Paulo José (narração) e Ciça Reckziegel (Dona Anete)

Sinal dos tempos (alegoria) #instant #artesvisuais #artenasruas #cenaurbana

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2013: Retrospectiva / Retrospective

2013 - Coletiva do Clube Internacional de Brasilia//embedr.flickr.com/assets/client-code.js
2013, Coletiva "Brasil: As Cores da Floresta", Câmara Legislativa-DF (2)//embedr.flickr.com/assets/client-code.js
2013, Coletiva "Brasil: As Cores da Floresta", Câmara Legislativa-DF (1)//embedr.flickr.com/assets/client-code.js
OBS.: esta retrospectiva é, simultaneamente, “SAIDEIRA”.

Topo Gigio e a fama

Pois é: até Topo Gigio apareceu no aclamado programa de TV norte-americano The Ed Sullivan Show. Qualquer pessoa minimamente informada sabe o que significava uma aparição, ainda que rápida, nesse programa: fama certa (o que, nos EUA, equivale a ganhar na loteria; não é como no Brasil), ou, no mínimo, um ponto prestigioso no currículo.

(E por acaso alguém do staff do jornal O Pasquim chegou a tanto, algum dia? Nem em sonhos…)

arte no dia-a-dia do campus

Na 2ª feira última dei uma entrevistinha (como “passante”) para uma reportagem que, vim a saber depois, trata sobre um evento artístico que rola no Minhocão até dezembro, como parte das comemorações do cinquentenário da UnB: a Exposição Cara-metade. O vídeo – o de nº 2 – foi postado ontem.

A reportagem – realizada pela equipe de reportagem da UnB TV, com respectivo canal no Youtube -, colhe impressões dos alunos da universidade sobre esta multifacetada exposição de (duplos) retratos, a qual estreou no dia 22 de outubro (pouco antes do começo do semestre letivo) e se estenderá até dezembro, evento este simultaneamente abrindo a edição anual do FLAAC (Festival Latino Americano e Africano de Arte e Cultura) e integrando as comemorações do jubileu da Universidade de Brasília.

No vídeo, apareço com uma modesta contribuição às declarações colhidas, comentando o aspecto da integração entre manifestações artísticas ao cotidiano das pessoas – com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de anos de experiência, tanto como artista plástica como do estudo durante a Especialização em Artes Visuais, cursada há uns 2 anos, pelo SENAC-DF (link para o meu TCC, aqui).

Espero que gostem – como senti-me feliz em contribuir a algo que, enfim, tem afinidade com minhas próprias áreas de interesse. Mesmo com um minutinho apenas, foi gratificante de verdade. Valeu 🙂

VÍDEO 1: reportagem sobre o lançamento do evento, a título de introdução.

VÍDEO 2: a reportagem da UnB TV onde apareço.

1ro dia d aula #Universidade

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2012: retrospectiva (fotos) / retrospective (pics)

Iracema Brochado, Carmen Fraga e Clube Internacional de Brasília

 

2012 - Coletiva do Clube Internacional de Brasilia mai2012 - coletiva "Janela das Emoções", LBV-DF (2)

mai2012 - coletiva "Janela das Emoções", LBV-DF (1) Ago2012 - Coletiva "Janela das Emoções", Câmara Federal (2)

Ago2012 - Coletiva "Janela das Emoções", Câmara Federal (1) 2012 - coletiva do 52º aniversário da RA Lago Sul, DF (2)

2012, coletiva do 52º aniversário da RA Lago Sul, DF (1)