vernissage JANELA DAS EMOÇÕES LBV-DF: fotos

Sábado foi o dia da vernissage da expo coletiva “JANELA DAS EMOÇÕES”, na sede brasiliense da Legião da Boa Vontade.

Vai aqui um apanhado de fotos tiradas durante o evento, transcorrido em um clima festivo e tranquilo.

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[UPDATE set2017] Em anexo, transcrição de RELEASE redigido por mim – com adaptações -, publicado na mídia (este texto seria posteriormente reaproveitado na edição do evento realizada na Câmara dos Deputados, em agosto daquele mesmo ano):

UMA JANELA PARA A ARTE

Na arte estão […] visceralmente unidos os dois aspectos […]: o seu lado techné – do­mínio consciente e intencional de meios com o objetivo explícito de atingir um fim pré-determinado – e ao seu lado “magia” – impulso de reconciliação com uma totalidade, experienciada como radicalmente cindida. (DUARTE, Rodrigo A. P., Arte e Modernidade. Psicol. Cienc. Prof., Brasília, v. 14, n. 1-3, 1994. Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931994000100003&lng=pt&nrm=iso. Acessos em 10 abr. 2012)

Os participantes desta mostra são pessoas de diferentes formações, embora tendo um ponto em comum: a ARTE. São diferentes talentos provenientes de diferentes lugares que se encontram na coletiva “JANELA DAS EMOÇÕES”.

Este grupo de artistas participantes vem trilhando, com sua experiência já acumulada, um caminho sólido e promissor através da utilização de diversos materiais, técnicas múltiplas e texturas diversificadas, variando entre o rigor acadêmico e o traço solto, mesclando o clássico e o contemporâneo.

Nestas “janelas” aparentemente tão distintas, sua proposta resulta, no entanto, no supremo objetivo do evento que os une: o amor à expressão artística. Paixão que, por sua vez, promove a integração entre a emoção da criação artística e a visão – ou, talvez, revisão – filosófica do mundo que nos cerca. Portanto, aqui, diferentes visões de mundo convergem em um ponto comum: o aparente parado­xo do emprego “racional” das técnicas artísticas que leva à “magia” (tal como na citação acima) da reflexão e consequente reconciliação com o mundo e o Universo.

old (modern) fable

WARREN RED CLOUD: Once upon a time, a woman was picking up firewood. She came upon a poisonous snake frozen in the snow. She took the snake home and nursed it back to health. One day the snake bit her on the cheek. As she lay dying, she asked the snake, “Why have you done this to me?” And the snake answered, “Look, bitch, you knew I was a snake.”

[Extracted from Quentin Tarantino’s ‘Natural-born Killers’]

Em bom tupiniquim: QUEM MANDA CRIAR COBRAS?

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UMA JANELA PARA A ARTE: exposição coletiva na LBV-DF (em maio)

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Na arte estão […] visceralmente unidos os dois aspectos […]: o seu lado techné – domí­nio consciente e intencional de meios com o objetivo explícito de atingir um fim pré-de­terminado – e ao seu lado “magia” – impulso de reconciliação com uma totalidade, ex­perienciada como radicalmente cindida.*

Beatriz, CarmenIracema, Raquel, Renata, Renato, Solange e Yesenia – pessoas oriundas de áreas tão distintas como Pedagogia, Administração, Arquitetura, Medicina e Jornalismo, mas que têm um ponto em comum: a ARTE. São diferentes talentos provenientes de diferentes lugares (inclusive do exterior) que se encontram na coletiva “JANELA DAS EMOÇÕES”, a ser realizada na sede brasiliense da Legi­ão da Boa Vontade, de 02 a 12 de maio próximo – com vernissage marcada para o dia 05, das 17:00 às 20:00h.

Somando-se às experiências já acumuladas, este grupo de artistas participantes vem trilhando um ca­minho sólido e promissor através da utilização de diversos materiais, técnicas múltiplas e texturas di­versificadas, variando entre o rigor acadêmico e o traço solto, mesclando o clássico e o contemporâ­neo.

Nestas “janelas” aparentemente tão distintas sua proposta resulta, no entanto, no supremo objetivo do evento que os une: o amor à expressão artística. Paixão que, por sua vez, promove a integração entre a emoção da criação artística e a visão – ou, talvez, revisão – filosófica do mundo que nos cerca. Portan­to, aqui, diferentes visões de mundo convergem em um ponto comum: o aparente paradoxo do empre­go “racional” das técnicas artísticas que leva à “magia” (tal como na citação acima) da reflexão e con­sequente reconciliação com o mundo e o Universo.

Assim, este evento convida o público a dele participar – e também a refletir.

A coletiva “JANELA DAS EMOÇÕES” ficará aberta ao público de 02 a 12 de maio, de segunda a domingo, das 08 às 20:00h. A LBV-DF situa-se na Asa Sul, SGAS 915, lotes 75 a 76, em Brasília, Dis­trito Federal.

Iracema Brochado

NOTA: convite também disponível no Facebook, clicando-se aqui.

*DUARTE, Rodrigo A. P.. Arte e Modernidade. Psicol. cienc. prof.,  Brasília,  v. 14,  n. 1-3,   1994.  Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931994000100003&lng=pt&nrm=iso. Acessos em  10  abr.  2012.

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Os Artistas Fora da Mídia | The Artist Out of The Media

OBS.: o texto a seguir está devidamente creditado; portanto, não se trata de um daqueles abomináveis apócrifos, com que tanto  enchem a caixa de correio – e o nosso saco, também.

OS ARTISTAS FORA DA MÍDIA

Por Artur da Távola (1936-2008 – advogado, escritor, jornalista e professor). Publicado originalmente no Jornal O DIA, do Rio de Janeiro, em 16/07/1998.
Nunca iluda um artista fora da mídia. Ele é um anjo que se tornou triste. E sobretudo jamais o desiluda. É pecado mortal dizer ou pensar: “Coitado, esse acabou e não sabe”. Não seja piedoso por hipocrisia: ele percebe. Tenha paciência com suas queixas e busque compreender-lhe a arte. Há dois tipos de artista fora da mídia: os muito superiores ao que em cada momento domina o mercado, e os muito inferiores. Um acaba injustamente infeliz, o outro acaba chato. Mas o sonho de ambos é simples e santo: existir, disseminar vivências sensíveis, ter o direito de mostrar quem são.
Vítima do implacável teor seletivo do mercado e seus ávidos especialistas, por justos ou injustos critérios, com ou sem qualidade artística, deixa de vender discos, livros e de atrair público.
Vai para o apartheid da fama. O artista fora da mídia é alma no limbo. Aguarda veredito do Destino com o olhar cavo e machucado de certos cães. Expulso da passarela iluminada, ele amarga injustiças e não entende o que acontece e por que resta esquecido. Espremido entre o orgulho de não pedir e a dor da discriminação, divide-se entre os que se conformam, entristecidos, e os que se fazem ressentidos e descobrem argumentos, justos e injustos, contra os que não os chamam para atuar. Jamais prometa a um fora da mídia o que não poderá fazer. Mais vale um não sincero que um sim impossível de ser cumprido.
Jamais o receba com ar de enfado ou palavras de consolação. Tampouco com esmolas afetivas. Ou lhe dê trabalho ou lhe fale franco. Ele é um ser de sofrida solidão e terna dependência de reconhecimento e carinho. Uiva saudades para as luas imaginárias de suas lembranças. É um tipo de excluído que não está nos manuais dos direitos humanos.
Que Deus dê a todo e toda artista fora da mídia paciência e esperança suficientes para prosseguir. Às vezes o reconhecimento chega depois. Até mesmo quando já não importa.
P.S.: esta crônica é dedicada a Gerdal dos Santos, que em seu programa “Onde Canta o Sabiá” aos domingos de manhã na Rádio Nacional dá calor, carinho e guarida a artistas fora da mídia.

ENGLISH VERSION – an attempt made with a little hand of a good friend, an English teacher [translation by Iracema Brochado]

THE ARTIST OUT OF THE MEDIA

by Artur da Távola (1936-2008 – Brazilian writer, essayist, journalist and professor), first published in O DIA, a Brazilian newspaper from Rio de Janeiro city, on July 16th of 1998.
Never deceive an artist out of the media. They’re an angel that has become sad. And above all, never ever disenchant them. It is a mortal sin uttering or thinking: “Poor fellow, they’re finished and still don’t know it”. Don’t be pitiful by falseness: they perceive so. Be patient with their complaints and try to understand their art. There are two kinds of artist out of the media: the ones way above those who sporadically dominate the market and the second-class ones. The former becomes unfairly unhappy, the latter dull. But the dream of both is simple and pure: to exist, to spread sensitive existences, to have the right to show up who they are.
Victim of the merciless selective purposes of the market and its greedy specialists, guided by either fair or unfair criteria, with artistic quality or not, they quit selling records, books and drawing audiences altogether.
They go into the apartheid of Fame. The artist out of the media is a soul in limbo. They await the sentence of Fate with a hollowed and hurt look of certain dogs. Expelled from the illuminated stage, they withstand injustices and don’t understand what goes on and why they remain forgotten. Wedged between the pride of not begging and the pain of discrimination, they end up being divided between those who get conformed, saddened, and those resentful which find arguments, both fair and unfair, against those who don’t invite them to perform. Never ever promise to an out-of-the-media what you can’t do. More it is worth a sincere NO than a YES impossible of being fulfilled.
Never ever greet them with unpleasant looks or consolation words. Nor with handouts of sympathy. Either just offer work or speak to them frankly. They are beings of suffering solitude and gentle dependence on recognition and care. They howl nostalgias to the imaginary moons of their memories. They’re a kind of outcast not currently listed in Human Rights’ handbooks.
May God give every artist out of the media patience and perseverance enough to carry on. Sometimes recognition arrives later. Even when it doesn’t matter anymore.
P.S.: this article is dedicated to Gerdal dos Santos, who in his program “Onde Canta o Sabiá” [Where the Sabiá Bird Sings], Sunday mornings on Rádio Nacional [a Brazilian radio station from Rio de Janeiro], brings warmth, care and shelter to artists out of the media.

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early manifestations of the ‘recycling’ attitude

Yesterday, while taking participation in a discussion forum of my post-grad classes, I’d brought to all colleagues the following reflexion: after al, wasn’t RECYCLING a core idea of the early conceptual art manifestations, hence a true pioneerism in this sense? And isn’t the specific case of readymade nothing more than a proposal for the act of ‘recycling’?

The idea occurred by initially analysing pieces from artists such as Duchamp and Smithson.

Then, within the context of recycling, the recent cases of Brazilian artist/designers such as Polish-born sculptor Franz Krajcberg and designer Campana brothers came to mind:

Alongside with this, a shot on a ‘recycling’ workshop given by Italian designer/professor Aldo Cibic at a Venetian Architecture university, on 2007 (video is in Italian only):

art in food (arty food)

Visually speaking, concerning gastronomy and the food plating topic, a neat presentation should make a lot of difference in dishes’ preparing proccess (plus some GREAT music, like in the 1rst video) – whether artistic or even of the humorous kind.

Such, obviously, includes beverages like coffee (in CafeLatte combinations), which presents delicacies like this.

…Yet few can raise such condition to a stylish, witty level like Brazilian artist (settled in France) Juarez Machado – as follows.

a new outlook

Sometimes certain kind of virtual games (mostly those of the ‘simulator’ type) might represent not necessarily an ‘escapism’ or so, but mainly a ‘therapy’, an exercise for one’s SELF-ESTEEM… Wouldn’t anyone agree? I put this collocation here because of remembering a story once read about pop singer Mariah Carey, by a hard time she had been recently experiencing, and how such kind of simulating games just had helped her to get over. And she did, at last… Hence, whether certain things are ‘escapism’ or not, depends on the individual.

Of course those games which could incite to violence or prejudice of any kind are not included within the discussion here presented. That is other question.

Some things apparently trivial may suggest a new, perhaps unusual dimension in certain situations in our lives.

It’s all up to you.