Mostra coletiva de arte em comemoração do aniversário do Lago Sul (DF)

LINK PARA O CONVITE NO FACEBOOK

Dia 16 de agosto próximo, a XVIª Região Administrativa estará celebrando o aniversário do Lago Sul com uma série de eventos, que incluem uma grande exposição exclusivamente com artistas dessa região, tanto escultores quanto pintores.

CURADORA
Flávia Isa Obino Boeckel (perfil Facebook)

PORTAL
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DO LAGO SUL

Até o presente momento, em torno de 54 artistas confirmaram participação na mostra:

Adriana Alves, Ambrosina Coradi, Angélica Bittencourt, Antonia Celia, Carmen Fraga, Cecile Martins, Celia Maldonado, Chico Metamorfose, Cristina Portella, Dilza Araújo, Diniz Felix, Dulce D´Assunção, Dulce Schunck, Elca Cascão, Eunice Monteiro, Eusanete Sant´Anna, Fernando Janot, Flávia Cortopassi, F. Caravellas, G. Sardin, Gildred Nascimento, Helvécia Moura, Huet Azevedo, Inez Campos, Iracema Brochado, Irany Poubel, Ivan Batista, Jeanne Maz, Lêda Watson, Lelo, Lia Zveiter, Liane Lopes, Linda Khodr, Lourdes Denicol, Lucilia Feu, Lucymar Melo, Marcia Mazzoni, Marcia Rosa, Marcos França, Mari Lasta, Mª Alice Prata, Marinêz Coral, Marlene Godoy, Moren, Nair Andrade, Nancy Safatle, Pat Bagniewski, Paulino Aversa, Ricardo Stumm, Sanagê, Solange Bogéa, Sy Fiori, Tania Dassow Dias, Theresa Neves, Vivianne Rocha

MAIS DETALHES SERÃO CONFIRMADOS. FIQUE LIGADO(A)!

One of these days

evento: coletiva JANELA DAS EMOÇÕES, em agosto

ARTISTAS PARTICIPANTES (ordem alfabética):

Beatriz Cavalcante
Carmen Fraga
Iracema Brochado
Raquel Schmitt
Renata Prata
Solange Lannes

(LINK PARA O EVENTO, NO FACEBOOK)

De portfolio: eventos

UPDATE 10/07: CONVITE OFICIAL

De portfolio: eventos

reflexão

Não faço parte dessa estética, digamos, escatológico-forense que tomou conta de determinados segmentos da arte contemporânea.

Se de um lado pretendo reformular meu próprio relacionamento com a Arte (“puxar uma DR” com a mesma talvez, como dir-se-ia nestes dias e tempos), não significa que eu não tenha o direito de escolher o caminho ou linguagem nos quais me identifique mais.

E, na escolha que faço, sinto mais liberdade para criar e relacionar-me com a vida, as pessoas e a própria arte, refletindo-se a mesma liberdade na disposição para viver.

#Ikebana (variation on a photo)

relatividade

Se uma criança de 3 anos de idade apodera-se de alguns lápis de cor, ou de um punhado de giz de cera de cores variadas, ou de alguns potes de guache, e põe-se rabiscar-borrar a parede da sua casa… Aí todo mundo fica estressado, paga-se sapo para a pobre criança (“Veja só o que você fez!”) etc.

Agora, se um adulto faz a MESMA coisa em papel, tela ou o que for – até mesmo em uma parede! -, e ainda floreia a sua criação com uma elaborada explicação do seu “processo criativo” (de preferência como um discurso o mais críptico possível, de cunho filosófico-metafísico), então é “arte”, é “GENIALIDADE”, ou o que mais queira a panelinha de basbaques denominar. Ah sim, ia me esquecendo: se puder, o adulto em questão ainda atribui à sua “obra” um título de igual cunho hermético-metafísico, para conferir o toque de “genialidade”; a panelinha sempre adora.

Este é o mundo da arte contemporânea tal como ela se apresenta por aí – onde até materiais como cocô já foram elevados à categoria de “obra de arte” (uma autocrítica deste “sinal dos tempos“, talvez?).

HUMOR, pessoal 😀

P.S.:

 

Wall (#variation)

Uma janela para a arte: exposição coletiva na LBV-DF em maio

Na arte estão […] visceralmente unidos os dois aspectos […]: o seu lado techné – domí­nio consciente e intencional de meios com o objetivo explícito de atingir um fim pré-de­terminado – e ao seu lado “magia” – impulso de reconciliação com uma totalidade, ex­perienciada como radicalmente cindida.*

Beatriz, CarmenIracema, Raquel, Renata, Renato, Solange e Yesenia – pessoas oriundas de áreas tão distintas como Pedagogia, Administração, Arquitetura, Medicina e Jornalismo, mas que têm um ponto em comum: a ARTE. São diferentes talentos provenientes de diferentes lugares (inclusive do exterior) que se encontram na coletiva “JANELA DAS EMOÇÕES”, a ser realizada na sede brasiliense da Legi­ão da Boa Vontade, de 02 a 12 de maio próximo – com vernissage marcada para o dia 05, das 17:00 às 20:00h.

Somando-se às experiências já acumuladas, este grupo de artistas participantes vem trilhando um ca­minho sólido e promissor através da utilização de diversos materiais, técnicas múltiplas e texturas di­versificadas, variando entre o rigor acadêmico e o traço solto, mesclando o clássico e o contemporâ­neo.

Nestas “janelas” aparentemente tão distintas sua proposta resulta, no entanto, no supremo objetivo do evento que os une: o amor à expressão artística. Paixão que, por sua vez, promove a integração entre a emoção da criação artística e a visão – ou, talvez, revisão – filosófica do mundo que nos cerca. Portan­to, aqui, diferentes visões de mundo convergem em um ponto comum: o aparente paradoxo do empre­go “racional” das técnicas artísticas que leva à “magia” (tal como na citação acima) da reflexão e con­sequente reconciliação com o mundo e o Universo.

Assim, este evento convida o público a dele participar – e também a refletir.

A coletiva “JANELA DAS EMOÇÕES” ficará aberta ao público de 02 a 12 de maio, de segunda a domingo, das 08 às 20:00h. A LBV-DF situa-se na Asa Sul, SGAS 915, lotes 75 a 76, em Brasília, Dis­trito Federal.

Iracema Brochado

NOTA: convite também disponível no Facebook, clicando-se aqui.

*DUARTE, Rodrigo A. P.. Arte e Modernidade. Psicol. cienc. prof.,  Brasília,  v. 14,  n. 1-3,   1994.  Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931994000100003&lng=pt&nrm=iso. Acessos em  10  abr.  2012.

CONVITE - expo coletiva LBV 2012 "Janela das Emoções"

Os Artistas Fora da Mídia | The Artist Out of The Media

OBS.: o texto a seguir está devidamente creditado; portanto, não se trata de um daqueles abomináveis apócrifos, com que tanto  enchem a caixa de correio – e o nosso saco, também.

OS ARTISTAS FORA DA MÍDIA

Por Artur da Távola (1936-2008 – advogado, escritor, jornalista e professor). Publicado originalmente no Jornal O DIA, do Rio de Janeiro, em 16/07/1998.
Nunca iluda um artista fora da mídia. Ele é um anjo que se tornou triste. E sobretudo jamais o desiluda. É pecado mortal dizer ou pensar: “Coitado, esse acabou e não sabe”. Não seja piedoso por hipocrisia: ele percebe. Tenha paciência com suas queixas e busque compreender-lhe a arte. Há dois tipos de artista fora da mídia: os muito superiores ao que em cada momento domina o mercado, e os muito inferiores. Um acaba injustamente infeliz, o outro acaba chato. Mas o sonho de ambos é simples e santo: existir, disseminar vivências sensíveis, ter o direito de mostrar quem são.
Vítima do implacável teor seletivo do mercado e seus ávidos especialistas, por justos ou injustos critérios, com ou sem qualidade artística, deixa de vender discos, livros e de atrair público.
Vai para o apartheid da fama. O artista fora da mídia é alma no limbo. Aguarda veredito do Destino com o olhar cavo e machucado de certos cães. Expulso da passarela iluminada, ele amarga injustiças e não entende o que acontece e por que resta esquecido. Espremido entre o orgulho de não pedir e a dor da discriminação, divide-se entre os que se conformam, entristecidos, e os que se fazem ressentidos e descobrem argumentos, justos e injustos, contra os que não os chamam para atuar. Jamais prometa a um fora da mídia o que não poderá fazer. Mais vale um não sincero que um sim impossível de ser cumprido.
Jamais o receba com ar de enfado ou palavras de consolação. Tampouco com esmolas afetivas. Ou lhe dê trabalho ou lhe fale franco. Ele é um ser de sofrida solidão e terna dependência de reconhecimento e carinho. Uiva saudades para as luas imaginárias de suas lembranças. É um tipo de excluído que não está nos manuais dos direitos humanos.
Que Deus dê a todo e toda artista fora da mídia paciência e esperança suficientes para prosseguir. Às vezes o reconhecimento chega depois. Até mesmo quando já não importa.
P.S.: esta crônica é dedicada a Gerdal dos Santos, que em seu programa “Onde Canta o Sabiá” aos domingos de manhã na Rádio Nacional dá calor, carinho e guarida a artistas fora da mídia.

ENGLISH VERSION – an attempt made with a little hand of a good friend, an English teacher [translation by Iracema Brochado]

THE ARTIST OUT OF THE MEDIA

by Artur da Távola (1936-2008 – Brazilian writer, essayist, journalist and professor), first published in O DIA, a Brazilian newspaper from Rio de Janeiro city, on July 16th of 1998.
Never deceive an artist out of the media. They’re an angel that has become sad. And above all, never ever disenchant them. It is a mortal sin uttering or thinking: “Poor fellow, they’re finished and still don’t know it”. Don’t be pitiful by falseness: they perceive so. Be patient with their complaints and try to understand their art. There are two kinds of artist out of the media: the ones way above those who sporadically dominate the market and the second-class ones. The former becomes unfairly unhappy, the latter dull. But the dream of both is simple and pure: to exist, to spread sensitive existences, to have the right to show up who they are.
Victim of the merciless selective purposes of the market and its greedy specialists, guided by either fair or unfair criteria, with artistic quality or not, they quit selling records, books and drawing audiences altogether.
They go into the apartheid of Fame. The artist out of the media is a soul in limbo. They await the sentence of Fate with a hollowed and hurt look of certain dogs. Expelled from the illuminated stage, they withstand injustices and don’t understand what goes on and why they remain forgotten. Wedged between the pride of not begging and the pain of discrimination, they end up being divided between those who get conformed, saddened, and those resentful which find arguments, both fair and unfair, against those who don’t invite them to perform. Never ever promise to an out-of-the-media what you can’t do. More it is worth a sincere NO than a YES impossible of being fulfilled.
Never ever greet them with unpleasant looks or consolation words. Nor with handouts of sympathy. Either just offer work or speak to them frankly. They are beings of suffering solitude and gentle dependence on recognition and care. They howl nostalgias to the imaginary moons of their memories. They’re a kind of outcast not currently listed in Human Rights’ handbooks.
May God give every artist out of the media patience and perseverance enough to carry on. Sometimes recognition arrives later. Even when it doesn’t matter anymore.
P.S.: this article is dedicated to Gerdal dos Santos, who in his program “Onde Canta o Sabiá” [Where the Sabiá Bird Sings], Sunday mornings on Rádio Nacional [a Brazilian radio station from Rio de Janeiro], brings warmth, care and shelter to artists out of the media.

doodle 28-05-2013

ONLY THEIR GOD KNOWS…

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experiência | experience

Se artistas como Van Gogh e Rembrandt eram obcecados pela temática do auto-retrato – como as respectivas obras bem podem atestar, tendo eles se retratado em diferentes épocas (tanto as boas quanto as más) de suas vidas -, resolvi experimentar a ideia através de prosaicos egoshots, tirando-os também nos altos e baixos de minha própria vida, para posterior apreciação e reflexão.

Por que não?

É só uma forma de aceitar que, na vida, ninguém é imune ao que julga ser. E nada é para sempre. Para o bom ou para o ruim.

Na melhor das hipóteses essa poderia ser a lição aprendida, ao observar-se o conjunto dos auto-retratos pintados por esses artistas.

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If artists like Van Gogh and Rembrandt were obsessed with the self-portrait thematic – as their respective whole works well can attest, having portrayed themselves at different times (either the good or the bad ones) of their lives -, I decided to experience such idea through prosaic egoshots, taking them also on both highs and lows of my own life, for later appreciation and reflection as well.

Why not?

It’s just a way of accepting that, in life, no one can be immune to what they think themselves supposed to. And nothing is everlasting. Be for the good or for the bad.

At best, such could be the lesson learned by appreciating the entirety of the self-portraying works painted by those artists.

Brincadeira

insight

Só recentemente (há poucas semanas) comecei a ver que por muito tempo a arte (artes plásticas em particular) era, para mim, apenas uma forma de virtuosismo, um pretexto para expressar habilidades – mas não sentimentos.

Levou-me uma vida inteira para perceber isto.

Não se trata de renegar algo, apenas de enxergá-lo sob um novo ângulo.

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Only recently (a few weeks ago) I began to see that for a long while Art (especially Fine Arts) used to be, to me, just a form of virtuosism, a pretext to express abilities – but not feelings.

It took me a lifetime to realise that.

It’s not about to renegate something, just to discern it from a new angle.

portfolio

doodle: outer space griffin