joio X trigo

Na dita mídia algumas pessoas sofrem de verdade, como nestes casos – enquanto noutros, parece-se aproveitar da condição influente exercida no momento, em um misto de mau gosto e indignidade (tome-se ainda a “cultura do coitadinho”, tão cara a estas plagas, como “agravante”).

Resumidamente, parece assim a coisa.

A questão é saber discernir.

A great #sunday #statigram #1millionusers

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Terra de Ninguém

A coisa chegou a um ponto em que “falta de educação” e “assédio moral” são sinônimos, onde o uso de arrogância moral (parte da qual decorrente daquilo que já chamei, um dia, de “síndrome do direito adquirido”) chega a colocar pessoas sob constrangimento. Publicamente, também. Arrogância protagonizada por todo tipo de gente, em diferentes locais e situações.

Falo da VIDA REAL.

Já senti na pele constrangimentos assim, bem como haver presenciado situações em que outras pessoas tiveram experiência semelhante: porque esta já é uma Terra de Ninguém. Sem volta.

Volta? Do jeito que a coisa anda… Só um milagre.

Fica aqui o desabafo.

#dinner #party #fisheye #events

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netiquette: pano para manga

Tá certo que postar fotos de pets o tempo todo enche o saco dos outros (aliás, nada mais enervante do que falta de assunto).

Mas “FOODIES” e GASTROCHATOS inveterados a fotografarem e postarem – compulsiva e obsessivamente – fotos do promeiro “pê-efe” que aparece na frente (seja qual for o tipo de comida, vertente etc.) estão no mesmo patamar.

Tribo “porn-food”: por gentileza, SE MANCA. “Banquetes virtuais” enfastiam. Comer com os olhos também (podendo levar à indigestão). Tanto que parei de seguir gente no Instagram, por causa disso.

E a febre é tamanha que pode certamente levar a mal-entendidos. Daí, para confundir-se chefs profissionais (que façam uso desse tipo de aplicativo para fins editoriais e de divulgação do seu trabalho, suponhamos) com gastrochatos “mais-realistas-que-o-rei” pode ser só um passo (isso, para não falar de chefs que até largaram a profissão por causa dos gastrochatos. Tremendo quiprocó). Mas, como males também podem vir para o bem… De vez em quando alguns gastrochatos prestam serviço, ao reclamar da qualidade do atendimento, por exemplo.

Não para menos, já tem restaurante proibindo os fregueses de fotografar os pratos, lá fora.

Estes casos representam, enfim, variantes de incontinência digital, como outras tantas que assolam o cyberespaço.

UPDATE 10/05: a título de informação, existem aplicativos de celular específicos, através dos quais os aficionados em gastronomia podem organizar suas notas, receitas, fotos etc. e “trocar figurinhas” com os demais membros da tribo sem que poluam outros aplicativos. Como o Evernote Food (desdobramento do Evernote), por exemplo.

Domingo / Sunday

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