philosophy studies

Recently I’d decided to made some professional changes in my life, and Philosophical studies are in such context.

Unfortunately, for the time being there aren’t enough conditions for me to attend college in this sense (yet I already own a major degree, in a different area), so… The best I can do for myself for now is reading Philosophy books, as many as I can (whether purchased or borrowed).

Studies has been taken in an organised way, though, commencing from the very start – i.e. from Eastern Philosophy (Chinese-Indian-Persian) and the Ancient Greek. Further philosophical readings/authors should be added in a proper chronological order, following the timeline of the distinct philosophical schools and traditions through the ages.

However, I must stress that my interest on Philosophy is not merely, say, ‘contemplative’ – it’s also scientifical, as many sciences like Physics, Psychology etc. derived themselves from Philosophy (esp. the from Ancient Greek).

Well, I think that’s all, for the time being… Excusez-moi, real life calls 🙂

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Ensaio: encontros & desencontros

João amava Teresa

que amava Raimundo

que amava Maria

que amava Joaquim

que amava Lili

que não amava ninguém.

João foi para o Estados Unidos,

Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre,

Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se

e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.

(Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade)

Este poema de Drummond sintetiza de forma magistral os encontros e desencontros que fazem parte da vida – processos que também manifestam-se dentro do grupo retratado no livro de Maria Adelaide Amaral, Aos Meus Amigos (editado em 1992 e recentemente relançado pela Editora Globo): velhos amigos reúnem-se, após um grande tempo sem se verem – separados pela vida e pelas vivências de cada um -, tendo como agente desencadeador da reunião o suicídio de um amigo comum. Se bem que tal argumento, empregado no romance, havia sido anteriormente explorado no filme The Big Chill (no Brasil, sob o título O Reencontro), de 1983, dirigido por Lawrence Kasdan e estrelado por Glenn Close, William Hurt e Jeff Goldblum, entre outros.

A partir daí, a narrativa desenvolve-se em torno dos confrontos, encontros e desencontros experimentados pelo grupo, cada qual com suas idiossincrasias, inquietações, antigos ideais de juventude transformados (ou destruídos), desilusões e angústias existenciais àquela altura de suas vidas entradas na maturidade, tendo como elemento identificador comum o fato de pertencerem a uma determinada geração – no caso, a dos anos 60, época caracterizada por grandes transformações sócio-político-culturais, no Brasil e em várias partes do mundo, principalmente EUA e Europa.

E, onipresente a tudo, talvez o grande desencontro entre todos os personagens do romance: a paixão, nunca resolvida, entre Léo (o suicida) e Lena.

O título do livro é claro, neste sentido: trata-se de um livro dirigido e dedicado, pela autora, aos seus amigos – ou pelo menos às pessoas que vivenciaram e de alguma forma identificam-se nos dilemas e conflitos da geração em questão; se bem que, mesmo não necessariamente pertencendo-se a ela, o teor existencial da mensagem contida no livro ainda vale.

Por outro lado, estas tratam-se de sagas que talvez só sejam plenamente compreendidas por quem já passou dos 30 anos em diante – faixas etárias da idade adulta, da maturidade, nas quais, de uma forma ou de outra, acumulam-se vivências suficientes para uma compreensão satisfatória dos intrincados mecanismos dos relacionamentos humanos, bem como das voltas e reviravoltas que a vida dá (processos que dificilmente seriam plenamente compreendidos por um adolescente ou alguém nos seus vinte e poucos).

Li o livro de Maria Adelaide Amaral à época em que foi lançado e, desde então, surpreendo-me relendo-o várias vezes; simplesmente por identificar-me (em maior ou menor intensidade, conforme o caso) com alguns daqueles personagens, os quais inspirados no próprio círculo de amizades da autora (incluída a própria) – sob nomes e biografia forjados, e ideias rigorosamente verdadeiras. E, para todos os efeitos, pela experiência de vida que vai sendo acumulada através dos anos, é impossível não identificar algum dos desencontros e conflitos existenciais vividos por aquela gente em nós: eu, você, pessoas próximas… Tanto no poema de Drummond quanto no livro. Ou mesmo no filme.

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