etapa vencida

Era para postar no começo de março, mas vai atrasado mesmo.

Há pouco mais de um mês, finalmente recebi o diploma de graduação (a 2ª de minha vida) do curso de Bacharelado em Filosofia, pela UnB, após passar por um ambiente no mínimo turbulento😑.

Portanto, como o título diz: mais uma etapa vencida. Valeu a pena. Foram 4 anos de aprendizado (e também de “vendavais”, mas estes não me derrubaram).

Bem, minha vida não parou por causa disso! Sigo em frente, que atrás vem gente.

Obrigada a todo(a)s aquele(a)s que sempre acreditaram em mim.

(E obrigada também à pessoa que, gentilmente, se disponibilizou para tornar esta foto possível!)

OBS.: Passei no vestibular em uma sexta-feira 13, e formei-me em pleno Dia Internacional da Mulher.

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Ilha SEM fantasia

[Originalmente redigido como trabalho de faculdade de Jornalismo, posteriormente adaptado e postado no portal MULTARTE Arte e Cultura Brasileira em 2002, republico aqui este texto de minha autoria, sobre o curta “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado]

Ilha sem fantasia

ILHA DAS FLORES, realizado por estudantes gaúchos de cinema em 1989, demonstra que é possível a criatividade com poucos recursos.

Trata-se de um premiado e festejado curta que, com uma produção modesta, constrói uma narrativa extremamente instigante no tocante ao seu conteúdo. Exatamente por isso, é uma demonstração (dentre as muitas que têm aparecido no recente cenário artístico) das mais eloquentes de como, sem recorrer a produções de porte faraônico-hollywoodiano, uma obra de arte pode ser tão bem elaborada no plano técnico e ao mesmo tempo comunicativa, sem hermetismos eruditos ou malabarismos virtuosísticos. Enfim, algo para ser entendido – e curtido.

Disponível também em versões legendadas para o inglês, francês, alemão e espanhol, ILHA DAS FLORES é uma verdadeira parábola sobre a condição humana – ou pelo menos uma de suas facetas: a de como a ausência de liberdade (i.e. a outorga ao indivíduo em particular e à sociedade em geral o direito de ir e vir, bem como o direito a uma vida em condições dignas) pode levar gente a se sujeitar a situações aviltantes em troca de uma sobrevivência quase ou totalmente vegetativa. De como o ser humano, na eterna luta pela sobrevivência, trata de se contentar com qualquer coisa ao seu alcance – até mesmo LIXO.

No plano técnico, a narrativa apresenta-se com um estilo que poderia assim ser chamado de: “irônico-didático”, com generosas doses de metalinguagem, ao “explicar” cada um dos componentes apresentados em seu desenrolar; há também características de documentário em algumas passagens, tanto que este curta costuma ser genericamente denominado como “documentário” pelos meios afora. Da aparente miscelânea nonsense, entre conteúdo e partes nele envolvidas (incluindo personagens de carne e osso), vai-se gradativamente fazendo surgir uma ideia comum: a de como a sociedade de fato, mesmo não se conhecendo os indivíduos, encontra-se envolvida em uma mesma questão – a do direito a uma existência digna.

Há na obra uma intensa relação sonoridade-imagem, com elementos repetitivos e encadeados entre si, em um continuum – ou seria talvez “crescendo social?” – que leva ao desfecho da reflexão final sobre a condição humana, via Cecília Meireles (“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”). Apesar dos momentos jocosos, hilariantes até, a narrativa vai gradativamente conduzindo o espectador a uma conclusão final, que é séria. E tudo isto em apenas 12 minutos de duração.

Apesar das técnicas empregadas nesta película serem de uso corriqueiro em productions do tipo Walt Disney, ILHA DAS FLORES (que bem poderia servir de título a uma produção desse porte) pode ser considerado como um magnífico ANTI-DISNEY… Sem a costumeira pieguice que assola tais produções. Um verdadeiro colírio artístico para aqueles que, como eu, acreditam que bom cinema não depende de grandiloquências hollywoodianas para tornar uma obra perene: a velha fórmula da “câmera na mão e uma ideia na cabeça” ainda funciona.

Iracema Brochado

Brasília, DF, 15/03/2002


ILHA DAS FLORES [Ficha técnica]
Brasil, 1989 (35 mm, 12 minutos, cor)

Direção: Jorge Furtado
Produção executiva: Monica Schimiedt, Giba Assis Brasil e Nora Goulart
Roteiro: Jorge Furtado
Direção de fotografia: Roberto Henkin e Sérgio Amon
Direção de arte: Fiapo Barth
Música: Geraldo Flach
Direção de produção: Nora Goulart
Montagem: Giba Assis Brasil
Assistente de direção: Ana Luiza Azevedo
Uma produção da Casa de Cinema de Porto Alegre
Elenco principal: Paulo José (narração) e Ciça Reckziegel (Dona Anete)

Sinal dos tempos (alegoria) #instant #artesvisuais #artenasruas #cenaurbana

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arte no dia-a-dia do campus

Na 2ª feira última dei uma entrevistinha (como “passante”) para uma reportagem que, vim a saber depois, trata sobre um evento artístico que rola no Minhocão até dezembro, como parte das comemorações do cinquentenário da UnB: a Exposição Cara-metade. O vídeo – o de nº 2 – foi postado ontem.

A reportagem – realizada pela equipe de reportagem da UnB TV, com respectivo canal no Youtube -, colhe impressões dos alunos da universidade sobre esta multifacetada exposição de (duplos) retratos, a qual estreou no dia 22 de outubro (pouco antes do começo do semestre letivo) e se estenderá até dezembro, evento este simultaneamente abrindo a edição anual do FLAAC (Festival Latino Americano e Africano de Arte e Cultura) e integrando as comemorações do jubileu da Universidade de Brasília.

No vídeo, apareço com uma modesta contribuição às declarações colhidas, comentando o aspecto da integração entre manifestações artísticas ao cotidiano das pessoas – com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de anos de experiência, tanto como artista plástica como do estudo durante a Especialização em Artes Visuais, cursada há uns 2 anos, pelo SENAC-DF (link para o meu TCC, aqui).

Espero que gostem – como senti-me feliz em contribuir a algo que, enfim, tem afinidade com minhas próprias áreas de interesse. Mesmo com um minutinho apenas, foi gratificante de verdade. Valeu 🙂

VÍDEO 1: reportagem sobre o lançamento do evento, a título de introdução.

VÍDEO 2: a reportagem da UnB TV onde apareço.

1ro dia d aula #Universidade

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preparativos para o semestre

Hoje, nos preparativos para a matrícula nas disciplinas do meu curso para o próximo semestre – que será o meu primeiro -, ao acessar o site, constatei já haver obtido 44 dos 148 créditos exigidos.

Isto, por haver aproveitado matérias anteriormente cursadas na Universidade, há muitos anos… Sendo que duas das disciplinas já cursadas são OBRIGATÓRIAS no meu curso atual: resquícios de um interesse pela área de Filosofia que já havia começado a delinear-se à época, agora devidamente aproveitados.

É o tal negócio: alguma coisa sempre se aproveita.

(Abaixo, foto da minha visita à exposição do pintor barroco italiano Caravaggio. Não foi permitido aos visitantes, porém, filmar ou fotografar as obras – por motivos de direitos autorais; e cada grupo de visitantes só podia visualizar a exposição por apenas 10 minutos. Mas foi bom por representar uma rara, talvez única, oportunidade de se ver a versão da Medusa Murtula, de propriedade particular, por mim considerada o ponto forte das 6 obras ali expostas).

#Caravaggio 's #exhibit

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a vida continua

Agora que a greve acabou, posso estudar Filosofia em paz? (É interrogação, mesmo)

Bora registrar-me na universidade, matricular-me nas matérias e aguardar o começo (tardio) do semestre letivo – que, como era de se esperar, estender-se-á pelas férias de fim de ano afora: todo mundo de castigo (com apenas um recessinho de festas de fim de ano), rsrsrsrsrs. Verdadeiro CURSO DE VERÃO FORÇADO.

Até a próxima, amiguinhos! =) (Não pescaram a ironia? DÃÃÃ!!!!)

D volta ao normal, ficam os vestígios…

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noite de abertura: JANELA DAS EMOÇÕES

Segue um resumo do coquetel de abertura da nossa exposição coletiva de pinturas – aberta ao público até o dia 28 próximo, no Anexo IV da Câmara dos Deputados -, na forma de uma colagem de fotos: algumas tiradas por mim, outras gentilmente cedidas por Carmen Fraga, nobre colega expositora =)

A vernissage foi um sucesso e o espaço, incrível.

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Em anexo, transcrição de RELEASE redigido por mim – com adaptações -, publicado na mídia e no painel de entrada da exposição da Câmara:

UMA JANELA PARA A ARTE

Na arte estão […] visceralmente unidos os dois aspectos […]: o seu lado techné – do­mínio consciente e intencional de meios com o objetivo explícito de atingir um fim pré-determinado – e ao seu lado “magia” – impulso de reconciliação com uma totalidade, experienciada como radicalmente cindida. (DUARTE, Rodrigo A. P., Arte e Modernidade. Psicol. Cienc. Prof., Brasília, v. 14, n. 1-3, 1994. Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931994000100003&lng=pt&nrm=iso. Acessos em 10 abr. 2012)

Os participantes desta mostra são pessoas de diferentes formações, embora tendo um ponto em comum: a ARTE. São diferentes talentos provenientes de diferentes lugares que se encontram na coletiva “JANELA DAS EMOÇÕES”.

Este grupo de artistas participantes vem trilhando, com sua experiência já acumulada, um caminho sólido e promissor através da utilização de diversos materiais, técnicas múltiplas e texturas diversificadas, variando entre o rigor acadêmico e o traço solto, mesclando o clássico e o contemporâneo.

Nestas “janelas” aparentemente tão distintas, sua proposta resulta, no entanto, no supremo objetivo do evento que os une: o amor à expressão artística. Paixão que, por sua vez, promove a integração entre a emoção da criação artística e a visão – ou, talvez, revisão – filosófica do mundo que nos cerca. Portanto, aqui, diferentes visões de mundo convergem em um ponto comum: o aparente parado­xo do emprego “racional” das técnicas artísticas que leva à “magia” (tal como na citação acima) da reflexão e consequente reconciliação com o mundo e o Universo.