ideias: os fins e os meios

Em televisão, nada se cria, tudo se copia. (Chacrinha)

No ano de celebração do centenário do nascimento de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, algumas reflexões sobre o processo evolutivo (ou INvolutivo, a depender do ângulo e ponto de vista :D) dos meios de comunicação podem ser feitas.

O que Chacrinha havia dito, um dia, sobre a televisão, vale também para a Internet, com a diferença de que, nesta, o processo se dá em uma tal velocidade (quase como a da luz, ou isso mesmo), em uma tal escala e magnitude, que facilmente perde-se o controle, ficando difícil determinar onde, quando e como tudo começou (i.e. a verdadeira fonte, o verdadeiro crédito das ideias). O que, naturalmente, pode ocasionar injustiças.

Chacrinha, claro, não viveria para presenciar a realidade da Internet. Mas o que ele disse sobre a televisão é bastante significativo e, por que não dizê-lo, clarividente.
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quando games não são necessariamente alienantes

Embora tenha parado com quase todos aqueles jogos online (FarmVille incluído) – via aplicativo Facebook -, não abandonei Bejeweled Blitz nem no Google+ (sim, ele também está lá), no entanto. E vou explicar o porquê.

O que mais me importa nesse jogo cheio de pedrinhas multicores e multiformes (possivelmente uma daquelas variantes do Tetris, um “crássico”), as quais curiosamente fazem-me lembrar aqueles chicletes importados que alegram a infância de qualquer um, não é a competição com outros jogadores, ou a preocupação em acumular a máxima pontuação possível; simplesmente descobri nesse jogo uma maneira de lidar i.e. CONFRONTAR e contornar uma antiga limitação, que é a de resolver tarefas em um período cronometrado de tempo (o famoso “cravadão” – no caso do aplicativo em questão, um minuto para ser mais exato). Isso SEMPRE me perseguiu desde os tempos de escola, inclusive na hora de fazer provas.

Pois o tal do joguinho das pedrinhas serve-me como uma poderosa ferramenta terapêutica nesse sentido, para confrontar e lidar com um antigo problema – e, porque não dizê-lo, tratar de superá-lo. Competição, apenas comigo mesma.

Como pode-se ver, games não são necessariamente alienantes ou emburrecedores; basta saber-se tirar proveito, dependendo da temática do game.

ÓBVIO que, quanto àqueles que fazem apologia à violência e outros propósitos deletérios, aí já não dou-lhes razão.

UPDATE 05/12/2011: e eis aqui um pequeno exemplo de como games e joguinhos em geral podem ajudar, ao invés de alienar.

Encerrando, algo para divertir.

the-dark-side-of (3)

I think this video says for hundreds of YouTube users, ordinary people who have their accounts unfairly suspended for not a single reason.

It’s surely an ‘edge of the iceberg’ (since the site’s issues are a bit complex), but… Anyway, maybe it’s time for YT to review its often nebulous policy, instead of tolerating absurdities like this.

Attention please, Mr. YouTube: the PUBLIC, the AUDIENCE is not DUMB.

ONLY THEIR GOD KNOWS…