cores que ressuscitam

Graças a uma postagem de blog em inglês – encontrada em uma desesperada googlada para fins de resolução de problema – consegui recuperar uma aquarela ressecada de pouco mais de 20 anos, que nem pintava mais, não soltava cor, NADA. E salvar uma aquarela velha resultou mais simples do que se pensava: basta umedecê-la com um pouco de água e nela pingar outro pouco de goma arábica líquida (a postagem original manda usar a versão em pó mas, como nunca vi goma arábica com essa apresentação, usei minha goma arábica líquida da Talens, mesmo), deixando descansar por algum tempo – preferi deixar por uma boa semana, 7 dias, para curtir bem. Já ao cabo de poucas horas fez a diferença, como se a aquarela tivesse, literalmente, “ressuscitado”! Fiquei, claro, encantada por não precisar jogar fora algo que, no final das contas, tinha salvação.

Ou seria que a aquarela não estaria “morta”, apenas “adormecida”? Rsssss

A aquarela, de fabricação chinesa (nem lembro mais a marca, mas tinha uma águia na logo), originalmente cremosa em bisnagas de alumínio, virou “pastilha”, com cada cor – de um total de 12, a chamada paleta básica – guardada dentro de um mini godê de plástico (da marca Tigre) comprado especialmente para esse fim, como a foto abaixo mostra. O pote de plástico que guarda os godês foi comprado depois, simplesmente para organizá-los.

E, claro, a aquarela voltou a ser usada desde então, de vento em popa.

Aliás, a postagem à qual refiro fala também da recuperação, além da aquarela, de outros tipos de materiais artísticos como tintas guache, a óleo e acrílica. Vale a pena lê-la, e favoritá-la.

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UPDATE: também apliquei o “remédio” em minha velha aquarela Page London, que tenho desde os 6 anos de idade. Apenas para umas 3 cores não houve jeito de recuperar. Mas isso não é nenhuma desgraça, uma vez que costumo usar aquarelas de marcas diferentes em um mesmo trabalho – uma marca complementa outra.

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