viagens

Tarsila do Amaral, “Operários” (1933)

tarsila-do-amaral-operarios.jpg

Sou fã dessa tela: iniciando a viagem pela proporção e distribuição estilizada dos trabalhadores com o parque industrial ao fundo, passando pela diversidade e pela individualidade (inclusive étnica) presente em cada rosto. Pois, além da aparente massificação, vejo também indivíduos.

Poderia ficar horas a contemplar essa obra, se apenas pudesse.

joio X trigo

Na dita mídia algumas pessoas sofrem de verdade, como nestes casos – enquanto noutros, parece-se aproveitar da condição influente exercida no momento, em um misto de mau gosto e indignidade (tome-se ainda a “cultura do coitadinho”, tão cara a estas plagas, como “agravante”).

Resumidamente, parece assim a coisa.

A questão é saber discernir.

A great #sunday #statigram #1millionusers

Uma publicação compartilhada por Iracema (@immb95) em

//platform.instagram.com/en_US/embeds.js

img_3915

netiquette – pano para manga (2)

Quando resolvo ensaiar alguma coisa sobre netiqueta, não se trata de “ditar regras” e sim de refletir com base em experiências próximas – e próprias, também.

Desta forma, hoje resolvi escrever um pouco sobre aqueles convites virtuais que se postam no Facebook (recurso para o qual também apelo, quando necessário).

Quem já conhece o recurso, sabe muito bem das ferramentas de que o mesmo dispõe, incluídos aqueles botõezinhos lá no topo da página que disponibilizam aos convidados as opções de aceitar, recusar ou responder com um “talvez” ao evento. OU, simplesmente, não responder, conforme a conveniência do freguês.

Penso que, no caso daqueles que decidem clicar em “RECUSAR” (ou “declinar”), fica implícita uma certa responsabilidade, uma vez que as recusas também estão lá publicadas na página do evento. Trocando em miúdos: àqueles que recusam o convite, caberia responder – agradecendo, justificando a ausência (se possível) e, porque não dizê-lo, desejar boa sorte, sucesso, felicidades etc.

E, para aqueles que me acusam de chata, respondo: não, não estou sendo chata coisíssima nenhuma. Pelo contrário, estou sendo BEM pega-leve, uma vez que não estendo o critério acima especificado àqueles que simplesmente não respondem, ou respondem com um “talvez”. Aí sim, certamente seria exigir demais, rabugice mesmo.

A questão é a de que, conforme já mencionado, as recusas TAMBÉM ficam lá, públicas, no mural, tanto quanto as confirmações ou os “talvezes”. E, convenhamos: nestas circunstâncias, recusar OFICIALMENTE sem nada responder fica chato, e no plano online não seria muito diferente. Talvez até pior, justamente pelo fato das recusas também aparecerem lá para quem quiser ver.

Pensem bem.

img_20180224_092612593_hdr

Terra de Ninguém

A coisa chegou a um ponto em que “falta de educação” e “assédio moral” são sinônimos, onde o uso de arrogância moral (parte da qual decorrente daquilo que já chamei, um dia, de “síndrome do direito adquirido”) chega a colocar pessoas sob constrangimento. Publicamente, também. Arrogância protagonizada por todo tipo de gente, em diferentes locais e situações.

Falo da VIDA REAL.

Já senti na pele constrangimentos assim, bem como haver presenciado situações em que outras pessoas tiveram experiência semelhante: porque esta já é uma Terra de Ninguém. Sem volta.

Volta? Do jeito que a coisa anda… Só um milagre.

Fica aqui o desabafo.

#dinner #party #fisheye #events

Uma publicação compartilhada por Iracema (@immb95) em

//platform.instagram.com/en_US/embeds.js

immb-acrilico-sobre-papel-11-x-16cm-2017-2

‘follow the leaders’ series (a compilation)

By spending some time watching some YT stuff about our valorous, powerful international leaders (wherever they come from), this playlist has been compiled for my, your, our own amusement.

(Playlist occasionally updated)

sobre a inveja (crônica)

Para entender-se um pouco do mecanismo insidioso que a inveja representa, um bom passo é assistir e observar a trama e os personagens de Amadeus (1984), do cineasta tcheco Milos Forman (um dos meus favoritos, diga-se de passagem) – ou, pelo menos, leia-se a peça original do prestigiado e premiado dramaturgo inglês Sir Peter Schaeffer, no qual o filme inspirou-se. A propósito, este mesmo dramaturgo teve outras duas peças suas adaptadas para o cinema, anteriormente: Equus (1977) e The Royan Hunt of The Sun (1970), cujo título em português não lembro, se bem que o mesmo era exibido (e eu assistia) nas sessões coruja da vida, no meu tempo de garota.

Falando da peça Amadeus lembro-me ainda que a mesma, nos anos 80, foi montada no Brasil, com Raul Cortez (1932-2006) no papel de Salieri. Não assisti a essa montagem, infelizmente; mas, com um ator do porte de Raul Cortez no elenco, deve ter sido fantástico, uma vez que o saudoso – e extraordinário – ator era garantia de bons espetáculos. E Equus também foi brindada com uma montagem brasileira na década de 70, na mesma época em que o filme homônimo foi lançado.

Não me perderei aqui em comentários sobre a a peça Amadeus – adaptada em clima mais light às telas – ou a obra do dramaturgo inglês como um todo, assim como as características mais marcantes de suas peças (constantes, aliás, em qualquer boa peça teatral que se preze): diálogos densos e igualmente densa caracterização psicológica dos personagens, entre outros. E, de mais a mais, em um país como o Brasil, Teatro é – apesar de alguns bons momentos, naturalmente – um terreno inevitavelmente ingrato. Por outro lado, enquanto Forman “amaciou” Amadeus para o público de cinema, as versões cinematográficas de Equus e The Royal Hunt… (que não são do mesmo diretor, veja-se bem) permaneceram mais fiéis às respectivas versões teatrais originais.

Apenas comento sobre Amadeus, the motion picture (não resisti), este mais acessível; afinal, qualquer locadora minimamente sortida deve tê-lo em seu acervo, disponível para aluguel. Se bem que, por tratar-se de um filme tão bom, desses de que JAMAIS enjôo, tratei de devidamente incorporá-lo ao meu acervo particular de DVDs. Com um detalhe: a cópia de que disponho é a chamada versão do diretor, com alguns cruciais minutos a mais que acabam por desvendar uma nova dimensão tanto ao próprio enredo quanto aos olhos do espectador atento – diferentemente da versão veiculada nos cinemas no ano de sua estréia nos cinemas, e por mim assistida à época.

Na trama – e aqui chegamos ao ponto -, toda uma psicologia da inveja é esmiuçada, e não apenas através do músico Salieri, mas também de toda a concorrência da corte austríaca daqueles idos do século XVIII, que via no talento de Mozart uma verdadeira ameaça, por assim dizer.

Na versão veiculada por ocasião da estréia do filme, o tom maniqueísta é mais forte: Salieri, esse “monstro” medíocre e certinho minando aos poucos, com seu olhar seca-pimenteira, a energia do genial e indisciplinado concorrente.

Porém, na versão do diretor em DVD aqueles preciosos minutos a mais desvelam uma dimensão mais humana dos dois rivais (ou “inimigos íntimos”?), de suas respectivas condutas – e, sobremaneira, motivações pessoais. Desta forma, entende-se porque Salieri passou a odiar Mozart e como este por seu turno não era, a despeito de toda sua genialidade, florzinha que se cheirasse. Pois, como o próprio cartunista Henfil ( 1944-1988 ) resumiu, certa vez: “Arte e caráter não têm nada a ver uma coisa com outra. Infelizmente, ou felizmente”. Humanos feitos do mesmíssimo barro, no qual misturam-se virtudes, defeitos e limitações, enfim.

Desta forma, assim como Salieri, lá no íntimo de seu ser, reconhecia a genialidade de seu concorrente, a inveja é, como bem definiu alguém conhecido meu, certa vez, uma admiração azedada: no fundo, o invejoso admite os méritos do objeto de seu sentimento deletério, embora não dê o braço a torcer jamais.

Portanto, digamos que retifico a moral de uma antiga fábula, a qual apregoava que “a inveja não admite o mérito”: admite, sim – embora, repetindo, não dê o braço a torcer, preferindo antes puxar o tapete.

Porque, em nossa humanidade limitada e mesquinha, acabamos por perturbadoramente enxergar-nos muitíssimo mais em Salieri, por mais que não o desejemos: todos somos um pouco como ele. Ele está em cada um de nós, como realmente somos. E ele é de fato como autoproclama-se, apoteótico, o “santo padroeiro” da nossa mediocridade.

…E o caminhão de gás, alheio a tudo segue, impávido, assassinando Für Elise.

UPDATE: trabalho de pós-graduação, feito em 2010

img_20180326_104109473_hdr

my Web Horror Show

Apresentando a vocês, o melhor do pior – em vídeos cuidadosamente selecionados de vários lugares e idiomas possíveis como, digamos, Meu Horror Show Particular ou, pelo menos, minha singela homenagem à chamada mídia-má-feia-e-bobona :O) Alguns dos vídeos exibem situações (involuntariamente) engraçadas; outros, cenas ou coisas simplesmente inacreditáveis. Rir, para não chorar.
Por outro lado, infelizmente todos, ou pelo menos vários vídeos compilados não dispõem de traduções legendadas.
De qualquer modo, espero que esta seleção divirta vocês. Como sempre faço com as outras playlists, esta também é freqüentemente atualizada.
Now introducing, the best of the worst – on carefully selected videos from several places and in several languages as possible as, say, My Private Horror Showor, at least, my ‘humble’ tribute to the so-called wicked media :O) Some of the videos show (involuntarily) funny situations; others, just plainly unbelievable scenes or things. As we brazilians use to say, “laugh for not to cry”.
On the other hand, unfortunately all or at least most videos compiled do not have translated subtitles.
Anyway, I hope this selection will keep you amused. Like I always do with the other playlists, this one is regularly updated, too.
img_4065